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Boas Novas

Foi decidido na Alemanha o fechamento das usinas nucleares em seu território.

A decisão foi divulgada em Maio, poucos meses após terremoto e tsunami que alcançou o Japão abalando a usina japonesa de Fukushima, expondo o perigo das usinas nucleares.

Os alemães calculam que em até 2022 desarmarão todas as usinas nucleares em seus territórios, que serão substituídas por novas fontes de energia. Está no programa também a adoção de energia renovável.

Pais que se destacou cientificamente e foi fornecedora de iniciativas baseadas em tecnologias adotadas no fornecimento de energia, será pioneiro na campanha anti-nuclear. Os programas brasileiros Angra II e Angra III também tiveram seu formato influenciado pelos sucessos alemães nos campos da geração de energia.

Os reatores de Angra não devem ter seu funcionamento alterado, pois a empresa alemã vendeu sua participação dos negócios aos franceses.

Usina Alemã

Há ainda uma questão política. Como a decisão se deu três meses depois de uma derrota significativa do governo de Angela Merkel para os Verdes, esta publicação foi vista como manobra eleitoral e o governo francês, país que mais explora e constrói usinas nucleares, alerta que será impossível para a união europeia atingir metas de redução de gases de efeito estufa sem as vantagens da energia atômica.

No ano passado, o governo alemão de Angela Merkel queria manter a vida útil das 17 usinas nucleares do país por mais de 20 anos. Mas o desastre no Japão revoltou uma opinião pública que, em grande parte, já era contrária às usinas.

Os protestos causaram derrotas eleitorais inéditas para o governo, o que pode explicar a mudança tão radical. Oito usinas foram desativadas recentemente, muitas por serem antigas demais, não serão religadas. Outras seis fecharão até 2021 e mais três, no ano seguinte.

Mas como substituir quase um quarto das necessidades energéticas de um país tão industrializado? A Alemanha aposta em outras fontes: solar, eólica. Mas especialistas acham que essa troca pode não ser suficiente, além de cara, o que beneficiaria os vizinhos.

A energia na França vem, em cerca de 80%, de usinas nucleares. São 58 reatores com previsão de construir outros. A França já exporta energia elétrica para a Alemanha e para os negócios franceses fica previsto que, no futuro,  a Alemanha terá fonte insuficiente e acabará por importar energia atômica da França.

É importante observar que as emissões de gases-estufa alcançaram no ano passado recorde de 5% a mais que 2008. Especialistas afirmam que será impossível interromper o aumento de 2 graus Celsius na temperatura global. 

Em suma, os reflexos do avanço industrial assombram a humanidade e requer atitudes bem pensadas e urgentes.

 

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