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João Paulo Oliveira, CEO da ProDeaf, mostra como transformou um desafio entre amigos em um negócio que beneficia 70 mil surdos.

Criatividade não falta ao pernambucano João Paulo Oliveira, CEO do ProDeaf. Há seis anos, quando ele era estudante da Universidade Federal de Pernambuco, um amigo propôs um desafio: criar um projeto inovador para concorrer na Imagine Cup, a copa do mundo da inovação, promovida pela Microsoft. "Nunca tinha viajado para o exterior, então topei", diz o empreendedor.

Eles reuniram mais dois amigos e criaram um aplicativo parecido com o Waze, mas não foram selecionados. "Esse primeiro contato com o empreendedorismo mudou a nossa vida."

No ano seguinte, a turma se reuniu de novo para competir na Imagine Cup, dessa vez com um projeto de educação. Eles se classificaram para a rodada final e levaram o prêmio de projeto mais inovador de sua categoria.

Oliveira e os colegas tomaram gosto pela competição - tanto que repetiram esse roteiro em 2010 e 2011. Da última vez, ganharam um prêmio com o ProDeaf, um aplicativo para traduzir o português para Libras e, assim, ajudar os surdos a se comunicar.

Apesar do reconhecimento, Oliveira ainda não se sentia satisfeito.

"Em três anos, fizemos muitos projetos e nada acontecia. Isso não é empreender. Fiquei com esta missão: como posso mudar o mundo com meus projetos?"

A convivência com um colega surdo animou Oliveira a se dedicar ao ProDeaf e transformá-lo em negócio. "Existe uma barreira entre surdos e ouvintes. Queria usar a tecnologia para mudar a vida dessas pessoas”, diz.

Enquanto aperfeiçoavam a solução, os empreendedores tiveram apoios importantes da Microsoft e da Wayra. Em abril deste ano, Oliveira lançou o aplicativo ProDeaf Móvel, que hoje é usado por 70 mil pessoas. "Vendemos a solução para empresas usarem em suas ações de acessibilidade. Assim, o app pode continuar sendo gratuito para os surdos", diz Oliveira, que tem clientes como Bradesco Seguros e Telefonica, e agora quer levar sua solução para a televisão.

"Empreender me trouxe muitos desafios, como aprender a vender e a me comunicar melhor", diz Oliveira. Os obstáculos, porém, não o amedrontam. "Quebrar a cara faz parte do jogo. É preciso ter confiança e persistir."

 

 

 

Fonte: Pequenas empresas e grandes negócios

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