
Pela primeira vez, uma equipe de cientistas anunciou a descoberta de vida no gelo da Antártida. A novidade deve ajudar a levantar hipóteses sobre vida fora da Terra.
Segundo o jornal The New York Times, a descoberta foi feita por pesquisadores da Fundação Nacional para a Ciência dos EUA (NSF). Eles acharam evidências de bactérias abaixo de uma grossa camada de gelo com 1 quilômetro de espessura no Lago Whillans, que tem 37 quilômetros de comprimento por 1,5 metro de profundidade.
Para alcançar o fundo do lago, os cientistas usaram um sistema de perfuração com água quente. Após perfurarem 800 metros de gelo, eles coletaram água e amostras de sedimentos que depois foram analisados em microscópios. Foi assim que a equipe encontrou micro-organismos ativos.
Agora, serão feitos novos testes para descobrir qual o tipo de bactéria encontrada e para entender como ela consegue viver nas profundezas do oceano gelado e escuro. A principal hipótese é que as bactérias sejam dependentes de matéria orgânica, que é levada ao lago por outras fontes.
Apesar de a bactéria viver abaixo de uma grossa camada de gelo, os cientistas consideram o lago Whillans diferente dos outros estudados. Isso porque ele está em uma região onde a água é renovada a cada década com outras fontes, como o gelo que derrete da camada acima do lago.
O mais importante é que, para os cientistas, esse pode ser o primeiro indício de um grande ecossistema de vida microscópica em lagos subterrâneos na Antártida. Além disso, a descoberta deve ajudar a entender e levantar hipóteses sobre a existência de vida em luas e planetas com oceanos de gelo.
Para a Nasa, se as bactérias encontradas sobrevivem com ajuda de uma fonte local de energia, é possível que exista vida microscópica fora da Terra. Isso porque em qualquer lugar fora do nosso planeta onde existe água congelada, a vida dependeria apenas de minerais.
Fonte: Exame







